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المدونة الرسمية للكاتب التونسي كمال الرياحي

Piso 13 As perguntas da revolução traída na Tunísia

كتبها كمال الرياحي ، في 12 أبريل 2012 الساعة: 10:08 ص

 

Kamel Riahi (Tunísia)    

                                                                           

De uma varanda no piso 13 do Hotel África,vejo os telhados da capital enquanto espero o meu amigo, o

tradutor italiano Francesco Legio, que está de visita a Túnis para apresentar uma conferência sobre o romance árabe na luta contra a ditadura. Os meus olhos vão longe, saltando sobre os telhados brancos que, rapidamente, se transformaram aos meus olhos em túmulos alinhados. Uma estranha sensação de melancolia e réquiemcaía sobre mimno primeiro aniversário da revolução tunisina. Olho para a multidão que anda na avenida do presidente. Grandes multidões dão os seus passos numa sensação de desespero, talvez pelo meu sentimento, mas na verdade, antes de entrar no hotel vi uma grande desolação nas suas caras, tal como quem recebe condolências. Será que a revolução se suicidou? Levo a cabeça aoscéus, num prédio que não os arranha, um edifício alto,órfão e autoritário no coração de uma cidade pequena. O som de um avião próximo rasga uma pobre nuvem perdida num céu azul. Essa cor começou a perturbar a minha disposição, nela desmoronam-se os acontecimentos do 11 de Setembro e corro, na imaginação,pelas ruínas distantes.

 O suicídio dos aviões do 11 deSetembro, que explodiram nas torres gémeas, foram apenas um suicídio simbólico da liberdade de viagem, pois o meio de transporte que era o barco da liberdade e da vida tornou-se um instrumento de crime e um barco de terror que traz a morte de um país longe e desconhecido. E o “outro” que ele transporta não é mais do que o inferno descrito por Sartre.

Quando o símbolo se suicida, mata-se a ele próprio e aos outros também.Assim fizeram os aviões quando se suicidaram: mataram o sentido em si. Não está muito longe disto a ideia de PierreBourdieu, queinterpretou a queda das torres gémeas como suicídio simbólico. Será que a revolução e a modernidade se suicidaram ao explodir a liberdade no espaço do caos?

É a primeira vez depois da revolução de 14 de Janeiro que o tunisino se encontra num impasse: quem é exactamente? Essa pergunta não era feita antes; era o tunisino, sim o tunisino.A palavra“tunisino” encontrava-sereduzida em todo o projecto modernista seguido pela Tunísia desde há um século e, ainda antes, com os movimentos modernistas de Khayreddine Pacha e Tahar al Haddad, entre outros.Hoje é colocada de novo a questão da identidade, pois o termo “tunisino” e “tunisinos” deixou de responder precisamente à pergunta: quem sou eu? Quem somos nós?

Desde o incidente da sala do cinema Africa Art que se instaurou a palavra de ordem “fobia” entre os criativos e intelectuais. O incidente deu-se quando o cinema Africa Art divulgou, entre as suas actividades, o filme de Nadia Al Feni, “Nem Deus nem senhor”,que provocou os islamitas extremistas, levando-os inicialmente a protestar em frente à sala. De seguida, partiram aporta envidraçada, irrompendopela sala numa tentativa de impedir a projecção do filme. O acontecimento suscitou grande polémica e debate entre os intelectuais dentro do país revoltado e até hoje em dia a questão não está resolvida.

A seguir vem a questão do canal Nessma e o facto de ter passado o filme iraniano“Persépolis, para se repetir de novo a mesma cena de uma forma mais violenta e sanguinária, acusando o canal de passar um filme de desenhos animados no qual foi representada a santa divindade. A saída dos fanáticos que lideraram as manifestações e protestos não coibiu a multidão de se juntar a eles, sob a indução de outros meios de comunicação concorrentes, públicos e privados, para que o assunto passasse a ter outra dimensão e voltasse a ser uma questão de opinião pública. Inclusivamente, a sede do canal foi atacada por centenas de pessoas, instigadas a matar os que aí trabalhavam. Foi também atacado o Ministério da Cultura, que não condenara o canal que, segundo eles, tinha cometido o grande pecado, ao divulgar um filme representando a santa divindade. O caso chegou até ao ataque da casa do proprietário do canal onde o tentaram matar a ele e à família, explodindo a porta da sua casa com um tubo de gás, ainda que eletivesse pedido desculpa e reconhecido o erro, publicamente, nos media.

Parece que o reconhecimento do erro agravou ainda mais o problema. Assim, ficámos perante uma nova cena de Islamofobia interna, o que nos faz pensar sobre o destino do modernismo tunisino e o futuro da revolução. Sobretudo, uma vez que a emissora foi apresentada como um meio de comunicação alternativo, progressista e modernista, que recrutou pensadores, universitários e investigadores modernistas entre os laicos, assim como moderados e centristas entre os islamitas.Ao pedir desculpas por passar um filme iraniano, que descreve a gravidade do golpe na revolução e a queda da sociedade iraniana nas mãos da inquisição “Khomeinita”, o director do canal surge e mina a sua linha editorial.

No primeiro teste verdadeiro, o canal caía na tréguae nas desculpas, revelando a fragilidade da sua linha editorial e dos seus fundamentos básicos. O capital faz-se sempre covarde. Evoco aqui a expressão de Justin Bieber:“a identidade nunca é ganha pacificamente: mas é apresentada como garantia peranteo perigo de genocídio ou exclusão por parte de uma outra identidade”. O que fez este canal para defender as suas escolhas comunicacionais e culturais?

Era como se o Sr. Karoui, director do canal, fosse um modernista com um negóciopor conta própria; sempre que quisesse, podia trocar a mercearia da modernidade por uma loja de venda de vestuário islâmico aos homens.A desculpa é uma forma de liberdade de expressão, mas também feriu a liberdade de expressão ao reconhecer o poder da rua e a força dos fanáticos obrigando, em seguida, todos os movimentos culturais da sociedade a ficar reféns do duelo de halal e haram e do “pode ou não pode ser”, colocando num impasse todos os colaboradores com o canal, -pensadores, universitários einvestigadores-. Caímos de novo no conflito das identidades parciais etambémpodemos assim dizer, ao ver o que se está a passar nas ruas repletas de gás lacrimogéneo, explosões e ataques a pessoas e instituições, que já caímos no que foi chamado por Amin Maalouf de “As identidades assassinas”.

Enquanto a emissora pede desculpas pelo que fez e recua sobre a sua linha editorial, opovo sai à rua a pedir a liberdade, de novo, em manifestações em massa sob o mote“liberta-me”, levando assim ao aparecimento de muitos outros slogans recusando qualquer tutela religiosa sacerdotal, tais como “eu sou livre e a Tunísia é para todos”, “liberta-me e deixa-me entre mim e o meu criador”, “A Tunísia é um país muçulmano, não de fundamentalistas”, “ Liberta-me, a minha liberdade também é sagrada”, “no dia 14 pedimos a liberdade, não o retrocesso”, “ant

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نيكروفيليا بن جلون أو أكلة لحم الشهيد رواية “بالنار” نموذجا

كتبها كمال الرياحي ، في 7 أبريل 2012 الساعة: 17:58 م

   

كمال الرياحي

عرفت البشرية أنواعا من الظواهر الغريبة عبر تاريخها الطويل كأكلة لحوم البشر cannibalism   أثناء المجاعات والحروب وأمراضا نفسية مرعبة كاشتهاء مضاجعة الموتى Necrophilia  والتلذذ باغتصاب الجثث أو التنكيل بها بتقطيعها واللهو بأعضائها واذلالها واذعانها لنزواتهم السادية والجوع للقتل واعادة قتل المقتول واغتصابه والتمثيل بجثته وايلامه. وظاهرة مضاجعة الاطفالالبيدوفيليا Pidophilia  كلها ظواهر تذكر بذلك الشبق المحرّم وتشير إلى ذلك الباب  الذي يخفي غريزة دفينة في اللاوعي البشري متعطّشة للدماء وللجريمة.

 ولكن ماذا نسمي الكاتب المتلذّذ بجثث الشهداء اليوم؟ ماذا نسمي من ينكّل بسيرة الشهيد ويبتسرها ويفرغها من أي قيمة  ويحوّلها إلى سلعة ويعرضها للبيع ويبقى يتمعّش منها ؟ هل نسميهم مرتزقة الشهداء أم أكلة لحم الشهيد ؟

منذ سنوات كانت تعترضني مواقف الكاتب المغربي محمد شكري من الطاهر بن جلون وكنت أستغرب مواقفه منه واتهامه بالانتهازية والانبطاح للغرب. كنت مستغربا من ذلك العداء المعلن الذي يشنه صاحب "الخبز الحافي" لمن قدمه للمشهد الأدبي الفرنسي والعالمي فبن جلون هو نفسه ناقل "الخبز الحافي" إلى الفرنسية تلك الترجمة التي كانت  بوابة شكري للعالمية.

استغرابي ذلك تبخّر تماما وأنا أقرأ ما خطه الطاهر بن جلون عن الثورات العربية وخاصة ما كتبه عن الثورة التونسية. في كتابيه "الشرارة؛ انتفاضة في البلدان العربية) " و"بالنار" وهما يرتقيان إلى مستوى الدعارة السياسية التي تأتي من كاتب كرّسته ماكينة الفرنكفونية وعمل على مغازلتها بتصدير صورة المجتمعات العربية كما تريدها.  ورغم أننا لم نسمع عن الطاهر بن جلون انه ساند كاتبا عربيا مقاوما في الداخل العربي ولا سمعنا عنه أنه استغل ثقل حضوره في أعتى واكثر الصحف الفرنسية نفوذا ليهجو حاكما عربيا مستبدا بل اننا لم نسمع به رفض جائزة او دعوة من عاصمة عربية ترزح تحت الدكتاتورية فإنه كان أول المهرولين نحو دماء شهداء الثورات العربية كمصاصي الدماء في القرون الوسطى.

الهرولة إلى الحدث

كان صاحب جائزة غونكور أول الكتّاب من أصول عربية والمقيمين بالغرب الذين سارعوا للكتابة عن الربيع العربي فانطلق يحبّر هنا وهناك في الصحافة الفرنسية ليجمع ذلك الهم الحبري في كتابين حمل  الأول عنوان "الشرارة" سرعان ما ترجم إلى لغات الدنيا ثم جاء كتاب"بالنار" وضعه تحت علامة أجناسية "رواية" وكان الكتاب فضيحة أدبية كاملة تقفية على عبارة" الجريمة الكاملة".

"بالنار" علامة رائدة في الأدب الرديء

  يتحدث التونسيون عن الكتاب الذين ركبوا على الثورة وكتبوا روايات متسرعة وتتناقل الصحافة التونسية والعربية خبر رواية الطاهر بن جلون العظيمة عن سيرة الشهيد التونسي محمد البوعزيزي وكأنهم  يرون في ما أقدم عليه بن جلون تكريما لشرارة الربيع العربي. كل ذلك ناتج عن عدم قراءة النص ذاته فالبنسبة إليهم يكفي أن كاتبه صاحب الغونكور؛ الكاتب الفرانكوفوني ذائع الصيت. ولكن متى قرأنا الرواية أو ذلك الكتاب الذي حمل تلك العلامة الأجناسية كنا أمام صدمة أدبية فكيف لكاتب عالمي كما صنفته الموسوعات ووسائل الإعلام والجوائز أن يقدم على كتابة نص بتلك الرداءة.

فماهي علامات رداءة الرواية؟

أليس من حق الطاهر بن جلون أن يكتب عن البوعزيزي؟

شخصية مرجعية بلا مرجع

بكل تأكيد لكل كاتب الحق في كتابة أو تحويل أي شخصية مرجعية كما حددها فيليب هاومون والتي تضم الشخصيات التاريخية,والأسطورية, والمجازية, والاجتماعية.إلى  شخصية روائية ضمن عمل روائي  فقد استدعى رشيد بوجدرة شخصية طارق ابن زياد في " معركة الزقاق " واستدعى غيره المتنبي واستدعى واسيني الأعرج الأمير عبد القادر في "كتاب الأمير"  وكتب بنسالم حميش سيرة ابن خلدون في روايته "العلاّمة" فلماذا لا يكتب الطاهر بن جلون عن الشهيد محمد البوعزيزي؟

غير أن كل هؤلاء  الكتّاب قضوا سنوات يبحثون في حيوات تلك الشخصيات المرجعية ليستلهموا منها أو ليعيدوا كتابتها روائيا فالرواية لا تتنازل عن وظيفتها الأساسية في  الايهام بالواقعية. ومن ثمة يكون البحث في سيرة الشخصية التاريخية أو المرجعية أمرا ملزما للروائي وبعدها له الحق في تحويلها من عالم الوجود الحقيقي إلى عالم الت

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Nicrophilia Phenomanon of Tahar Ben jelloun or The Martyr’s Meat Eaters: The Novel “Par le feu” as a Study Case

كتبها كمال الرياحي ، في 6 أبريل 2012 الساعة: 14:13 م

Kamel Riahi


 

 


Mankind has always been familiar with unusual phenomena and weird practices throughout its long history. A good example is the practice of cannibalism during wars and famines, and psychiatric disorders such as erotic attraction to corpses, or what is termed Necrophilia, and enjoying oneself of raping, torturing, abusing and humiliating corpses, the practice of sadism and hunger to kill and re-kill, rape and torture the murdered . Another abberational phenomenon is the exclusive sexual interest in children or what is called Padophilia. These phenomena remind us  of humanity’s forbidden lust and refer to that hidden deep instinct in the human unconscious for blood and crime.

But how shall we define a writer who finds pleasure in, eating martyrs’ corpses today? What do we call a person who abuses the life of a martyr and empties it  of any value, turning it into a commodity, and displaying it for sale, an act that enables him to earn his living? Shall we call these writers the mercenaries of the martyres or the martyr’s meat eaters?

For years, I have been exposed to the attitude of the Moroccan writer Mohamed Choukri toward the Moroccan writer Taher Ben Jelloun, wandering about his standpoints and him accusing the latter of opportunism and selling himself to the West. I was surprised by the declared hostility of Choukri the novelist who wrote his autobiographical novel "For Bread Alone", a hostility for a a mediator who had introduced him to the French and the global literary scene, for Ben Jalloun was the translator of Choukri’s best seller "For Bread Alone" to French which was thanks to this translation Choukri was known universally as an outstanding novelist.

Soon, all my wanderings had completely evaporated when I read what Ben Jelloun wrote about Arab revolutions, especially his remarks on the Tunisian revolution. Two of his books were recently published: "the spark; uprising in the Arab countries)" and " par le feu- by fire", and I may say that these two books  rise to the level of political prostitution of a writer enslaved by the Frankophonian machine, and a writer who worked so hard on stabilizing and rooting the stereotyped image of Arab societies as the west sees it. Although we have not heard about Tahar Ben Jelloun supporting Arab writers who demonstrate resistance inside the Arab society, nor heard about him taking advantage of his effective and strong presence in the strongest and most influential Freanch newspapers to satirize and attack an arab tyrant ruler, we also never him rejecting to receive an award or an invitation from any Arab capital suffering under dictatorship. On the contrary, he was among those who abused the blood of the martyrs of Arab revolutions in a way that resembles, what I may call, the vampires of the middle Ages.

The Rush Toward the Event

Ben Jelloun, the winner of Goncourt prize, was among the first writers, of Arab descent who live in the west,  rushing to the French press to make statements on the Arab spring, summing uo his remarks and observations in two books: the first book holds the title "the spark" which was soon translated into different languages ​​ and then came the book " par le feu " which he labeled as "novel" and the book was a "perfect literary scandal", parallel to the phrase " a perfect crime".

" par le feu " a Pioneer Sign of Bad Literature

Tunisians talk about the writers, who made use of the Revolution and wrote hasty stories about it.  Arab and Tunisian press write on Ben Jelloun’s great novel that exposed the life of the Tunisian martyr, Mohamed Bouazizi, as if they believed that what he wrote was of a high regard of the spark of the Arab spring. This was due to the fact that people never read the text itself, it was enough for them to know that the writer of this text was the winner the  Goncourt prize; a famous Francophonian writer. But once we read the novel, encounter a literary  shock of a "global" author,  according to the classification of the encyclopedias and media and the awards he was granted,  writing such a dripped low level text.

So what are the signs that prove the low level of this text?

Doesn’t Ben Jalloun have the right to write about Bouazizi?

 

A Referential Figure of No Reference

Undoubtedly, each author has the right to write or transfer any referential figure, as defined by Philippe Hamon, which includes historical, mythological, metaphorical, and social figures summoned in the fictional character of the fictional work.  Rashid Bojdrah for example summoned the figure of Tariq Ibn Ziyad in his work "Battle of the Alley," and other have summoned other figures such as Al-Mutanabi and Emir Abdelkader in "The Book of the Emir," by Waciny Al-Araj, even Bensalem Himmich wrote the biography of Ibn Khaldun in his novel "the Scholar", so why wouldn’t Taher Ben Jelloun write about the martyr Mohammed Bouazizi?

All these writers have spent years looking at the lives of those referential figures in order to be inspired by them or re-write them fictionally. The novel, as a work of fiction, never gave up  its primary function in the illusion of realism. So that excavating in the life of a referential or historical figure is an obligatory mission for the novelist, and only then he has the right to convert them from the world of reality to the world of imagination.

Contrary to what I have mentioned, Taher Ben Jelloun appeared to be hasty in shaping the character Bouazizi, taking for granted the rumors, that have surrounded him before the flight of Ben Ali . So Bouazizi emerges to us in Ben Jelloun’s text as someone who obtained a professorship in history and the writer does not hesitate in turning him to one of the left wing activists in the university. In slipping away, Ben Jelloun deposses the martyr of his right to be part of the common people and attaches him by force to the elite and to the left wing, sticking to the well known Cliché about Bouazizi, a graduate political activist doomed to unemployment as a punishment for his anti-authority activity. In fact, Mohammed Bouazizi never obtained the bachelor degree and never joined the university .

Giving Moroccan Names to Tunisian Figures

 Ben Jelloun continues with his heresies by involving another figure in the novel to form the antagonistic trimmer counter to the protagonist Bouazizi, but it is funny that Mr. Ben Jelloun grants this figure a Moroccan name (Bouchaib) a name you would never find all over Tunisia.Thus the dramatic element becomes funny and demonstrates the enormity committed by the writer who falls again in the ready cliché that you can easily find in naïve Arab TV series. For Bouchaib is a rich ignorant merchant, who would use Mohammed Bouazizi’s financial low status to ask him to marry his sister in turn for partnership in trade or protection from the police

City of Sidi Bouzid as a City of Tourism

The comic scene continues in the novel in which Ben Jelloun presents in front of us the city of Sidi Bouzid the  poor conservative and neglected city, as if it were New York

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كمال الرياحي يناقش في لبنان “الكتابة في الثورات”: على الفنانين حماية الثورة من المرتزقة حطابي النوايا وحطامي الأحلام

كتبها كمال الرياحي ، في 12 مارس 2012 الساعة: 05:57 ص

 وهو يستعد للسفر إلى لبنان للمشاركة في اللقاء الذي تنظمه إحدى اعرق الجامعات العربية إذ تأسست سنة 1866 وهي الجامعة الأمريكية ببيروت عن الكتابة في الثورات يوم 12 مارس الحالي ويديره الروائي الياس خوري صاحب رواية يالّو صرح الروائي كمال الرياحي للصباح ان رواية الغوريلا التي سيتم الاحتفاء بها هناك قد تصبح شريطا سينمائيا

حيث اتصل به مخرجان تونسيان رغب كل منهما في إخراجها وانه بصدد المفاوضات عن ظروف تحويل هذا العمل الروائي الذي أبهر العرب والشرق واستحق من أجله كمال حفلات تكريم عديدة إلى عمل سينمائي.

ومن بين هذه التكريمات استدعاؤه إلى لبنان ضمن مجموعة من الكتاب العرب من البلدان المنتفضة ضد الدكتاتورية كخالد خليفة من سوريا صاحب رواية مديح الكراهية وكاتب سيناريو مسلسل هدوء نسبي الذي أخرجه التونسي شوقي الماجري … والروائية نادية كوكباني من اليمن صاحبة روايتي حب ليس إلا وعقيلات والروائية والناشطة السياسية أهداف سويف من مصر صاحبة رواية خارطة الحب التي ترجمت إلى 21 لغة وبيع منها أكثر من مليون نسخة و الروائي والشاعر البحريني علي الجلاوي صاحب رواية الله بعد العاشرة: رواية سجين متقاعد.

..وفي ايرلندا

ورواية الغوريلا الصادرة عن دار الساقي اللندنية كرم بها كمال في كل من منشستر وفي وايلز ببريطانيا وفي رافانيا بإيطاليا و نيويورك بأمريكا والقاهرة في مصر وقد ترجمت أقسام منها إلى الايطالية والبرتغالية والبرتغالية المكسيكية والاسبانية والألبانية والهنغارية. وسيقدمها في ايرلندا في أفريل القادم.

وكمال الرياحي روائي وصحفي تونسي اشتغل مراسلا ثقافيا لأهم المنابر الثقافية العالمية من صحف وتلفزيونات ووكالات أنباء. وكلف بإدارة قسم إنتاج الترجمة بالمعهد العالي العربي للترجمة بالجزائر قبل أن يعود إلى تونس سنة 2010 ليلتحق بوزا

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كمال الرياحي يناقش في لبنان “الكتابة في الثورات”: على الفنانين حماية الثورة من المرتزقة حطابي النوايا وحطامي الأحلام

كتبها كمال الرياحي ، في 12 مارس 2012 الساعة: 05:57 ص

 وهو يستعد للسفر إلى لبنان للمشاركة في اللقاء الذي تنظمه إحدى اعرق الجامعات العربية إذ تأسست سنة 1866 وهي الجامعة الأمريكية ببيروت عن الكتابة في الثورات يوم 12 مارس الحالي ويديره الروائي الياس خوري صاحب رواية يالّو صرح الروائي كمال الرياحي للصباح ان رواية الغوريلا التي سيتم الاحتفاء بها هناك قد تصبح شريطا سينمائيا

حيث اتصل به مخرجان تونسيان رغب كل منهما في إخراجها وانه بصدد المفاوضات عن ظروف تحويل هذا العمل الروائي الذي أبهر العرب والشرق واستحق من أجله كمال حفلات تكريم عديدة إلى عمل سينمائي.

ومن بين هذه التكريمات استدعاؤه إلى لبنان ضمن مجموعة من الكتاب العرب من البلدان المنتفضة ضد الدكتاتورية كخالد خليفة من سوريا صاحب رواية مديح الكراهية وكاتب سيناريو مسلسل هدوء نسبي الذي أخرجه التونسي شوقي الماجري … والروائية نادية كوكباني من اليمن صاحبة روايتي حب ليس إلا وعقيلات والروائية والناشطة السياسية أهداف سويف من مصر صاحبة رواية خارطة الحب التي ترجمت إلى 21 لغة وبيع منها أكثر من مليون نسخة و الروائي والشاعر البحريني علي الجلاوي صاحب رواية الله بعد العاشرة: رواية سجين متقاعد.

..وفي ايرلندا

ورواية الغوريلا الصادرة عن دار الساقي اللندنية كرم بها كمال في كل من منشستر وفي وايلز ببريطانيا وفي رافانيا بإيطاليا و نيويورك بأمريكا والقاهرة في مصر وقد ترجمت أقسام منها إلى الايطالية والبرتغالية والبرتغالية المكسيكية والاسبانية والألبانية والهنغارية. وسيقدمها في ايرلندا في أفريل القادم.

وكمال الرياحي روائي وصحفي تونسي اشتغل مراسلا ثقافيا لأهم المنابر الثقافية العالمية من صحف وتلفزيونات ووكالات أنباء. وكلف بإدارة قسم إنتاج الترجمة بالمعهد العالي العربي للترجمة بالجزائر قبل أن يعود إلى تونس سنة 2010 ليلتحق بوزا

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The American University of Beirut cordially invites you to “Writing in a Time of Revolutions,”

كتبها كمال الرياحي ، في 7 مارس 2012 الساعة: 10:54 ص

 

The American University of Beirut cordially invites you to "Writing in a Time of Revolutions," literary readings and panel discussion on March 12, 2012, between 3:30 and 8:00 pm, in West Hall, Bathish Auditorium. All are welcome.

More about the event
Ahdaf Soueif (Egypt) 
Kamel Riahi (Tunis) 
Khaled Khalife (Syria) 
Nadia al-Kokabany (Yemen) 
Ali al-Jallawi (Bahrain) 
3:30 - 5:30 pm literary readings 
6:00 - 8:00 pm panel discussion chaired by Elias Khoury (in Arabic and English translation) 
يسافر الروائي التونسي كمال الرياحي صاحب روايتي المشرط والغوريلا إلى لبنان يوم 10 مارس للمشاركة في اللقاء الذي تنظمه 
الجامعة الأمريكية ببيروت يوم 12 مارس حول" الكتابة في زمن الثورات" ويشارك في اللقاء عدد من الكتاب العرب من البلدان المنتفضة ضد الدكتاتوريات
خالد خليفة من سوريا و نادية كوكباني من اليمن وأهداف سويف من مصر وعلي الجلاوي من البحرين . 
اللقاء سيكون مقسما إلى قراءات لنصوص الروائيين بالانجليزية وسيكون هناك نقاش حول تجربهم مع الكتابة في زمن الثورات يدير اللقاء الروائي الكبير … الياس خوري …
كمال الرياحي: روائي وصحفي تونسي اشتغل مراسلا ثقافيا لأهم المنابر الثقافية العالمية من صحف وتلفزيونات ووكالات أنباء. وكلف بإدارة قسم إنتاج الترجمة بالمعهد العالي العربي للترجمة بالجزائر قبل أن يعود إلى تونس سنة 2010 ليلتحق بوزارة الثقافة. تحصل سنة 2007 على جائزة الكومار الذهبي لأفضل رواية تونسية عن روايته "المشرط" وكان الفائز التونسي الوحيد سنة 2009 في مسابقة بيروت39 لأفضل 39 كاتبا عربيا دون سن 39 سنة التي نظمتها مؤسسة هاي فيستفال وهو كذلك التونسي الوحيد الذي اختير ض

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الروائي السوداني الكبير امير تاج السر يكتب عن الغوريلا في جريدة الشرق

كتبها كمال الرياحي ، في 22 فبراير 2012 الساعة: 22:40 م

 

أمير تاج السر

يفتتح الكاتب التونسي كمال الرياحي، روايته الغوريلا، الصادرة عن دار الساقي منتصف العام الماضي، بمشهد سردوك المجنون الذي يمارس جنونه تحت ساعة البرج في وسط شارع بورقيبة، أهم شوارع تونس، ينبه الناس إلى شر تلك الساعة التي حلت مكان تمثال الزعيم الذي تم ترحيله لساحل البحر، بوصفها رمزا للنظام الجديد، ويطاردهم بما يتوهمه، ثم يختفي المشهد، ليحل مكانه مشهد غير عادي، ومغاير تماما لمشهد سردوك الروتيني المعتاد، إنه صالح الإبن بالتبني، لأسرة من المزارعين، والملقب بالغوريلا منذ صغره، وقد تسلق تلك الساعة الرهيبة، وابتدأ يحشد زخما غريبا، زخما في الناس والأفكار، وكل ما كان ممنوعا في بلد تمنع حتى الأحلام السرية في المخادع.ومن خلال سرد كابوسي، تنقله لغة رقيقة حينا، وحادة أحيانا، وشوارعية مستهترة في كثير من المقاطع، ينقل لنا الراوي وقائع غير قابلة للحكي في سيرة الغوريلا، وسيرة البلد، وسيرة النظام الذي صنع أهواله على مدي أكثر من عشرين عاما، وانهار في النهاية، على يد بائع خضار فقير، في بلدة صغيرة، لتمتد الانهيارات لكثير من الدكتاتوريات الراسخة فيما بعد، بما اصطلح على تسميته بالربيع العربي.الرواية في الحقيقة ليست سيرة خالصة لصالح الغوريلا، بالرغم من أن الأسرار تدور حوله، العنف يدور حوله، وكل المنغصات تشركه في تذوقها، لكنها أيضا سيرة لآخرين، إما بسطاء عانوا وصبروا وماتوا على أمل في فجر يشرق ذات يوم، وإما متسلقين، شاركوا النظام طقوسه العنيفة في وأد الألسنة، وانهاروا بانهياره، ولعل شخص

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أخبار الأدب : الروائي التونسي كمال الريّاحي: الحرام.. اختبار الكُتّاب الجديد

كتبها كمال الرياحي ، في 6 فبراير 2012 الساعة: 09:23 ص

  
حوار: أحمد عبد اللطىف

"الكتابة عنهم تؤرق السلطة".. ربما يكون هذا سبباً لاختيار الروائي التونسي كمال الريّاحي الكتابة عن المهمشين. رواية الرياحي "المشرط" الفائزة بجائزة الكومار الذهبي عام 2007 تمت مصادرتها، ومع الضجة الإعلامية التي تبعت المصادرة، اضطرت السلطات للإفراج عنها بشرط ألا تُعرض في واجهات المكتبات. تنتمي "المشرط"، كما كتب الشاعر السوري هادي دانيال، إلي تلك الأعمال الروائية المعاصرة، التي تأخذ علي كاهلها مهمّة إعادة كتابة تاريخ الشعوب القديم والمعاصر من منظور شعبي أو مغاير، لأن هذا التاريخ يكتب عادة من وجهة نظر الطبقات السائدة والحاكمة.أسأل الريّاحي: كيف كانت الرقابة في تونس من قبل؟يقول: أود أن أوضح أولاً أنه قد صدر من قبل مرسوم رئاسي بإلغاء المصادرة، لذلك ما أن صودرت الرواية حتي نشرتُ منها فصولاً علي الإنترنت، لكن ما حدث بعد ذلك تحديداً أنهم اتبعوا مصادرة ما بعد النشر، بمعني أنهم حجبوها من المكتبات وحُرمت من أن تكون في الفاترينات. كانت هناك أيضاً مشكلة أخري، أن الصحافة الرسمية والخاصة كانت تابعة للسلطة، وكان هذا أخطر ما نعاني منه في تونس، بالإضافة للترويج السيئ للكتب. كل هذا كان من أشكال الإقصاء التي فرضتها السلطة علي المناوئين لها.وهل تتوقع أن يحدث أي تغييرات في مسار الرواية بعد سقوط نظام بن علي؟ لا أعتقد أنه سيحدث شيء، من لم يتحرر من قبل لن يتحرر بعد ذلك. الكتابة تأخذ هويتها منذ اللحظة الأولي، إما أن تكون كتابة صادمة أو كتابة مهادنة.بأي شكل تراها صادمة؟دون أن تتخلي عن جمالياتها، فالأدب ليس خطاباً سياسياً، بل يتوسل بحيله الفنية لتمرير سؤاله السياسي، ومواجهة السلطة بنص نقدي فج يسقط الأدب في الركاكة.لكن كتاباتك لا تتعرض للسلطة..أنا أحتفي بالمهمشين، وهو شكل من أشكال ضرب السلطة. كما أن الانتصار للفن من أشكال المقاومة.>>>أسباب الثورة التونسيةكان من شعارات الثورة المصرية"عيش..حرية..عدالة اجتماعية". كيف تري أسباب قيام الثورة التونسية؟لا يمكن أن نتحدث عن ظاهرة فقر مدقع في تونس، هناك فقر نعم، لكنه ليس السبب الرئيسي في اندلاع الثورة التونسية. أعتقد أنه كان هناك حالة من اليأس من هذا النظام، لقد توحش إلي حد أنه عجز عن أن يتوحش أكثر، لذلك، كان هروب بن علي متوقعاً. في رأيي، الثورة التونسية جاءت كرد فعل علي فعل يائس: عملية حرق النفس، لذا انتفض شعب بكامله ليقول إن هناك أسلوباً آخر للدفاع عن النفس، هناك أمل ما لا يزال موجوداً. الذين انتصروا لبوعزيزي كانوا جنوداً في الشارع وجنوداً وراء الشاشة، الفيسبوك، كما الثورة المصرية، كان أحد الأسلحة الفتاكة التي أطاحت بالحكومة. وإذا اعتقدنا في هذا فنحن نتحدث عن حراك اجتماعي شامل من ناحية، ومن ناحية أخري، من يمتلك الكمبيوترات؟ إنهما الطبقة المتوسطة، إذن لا يمكن أن نروج لثورة البؤس أو الفقراء، هي ثورة مجتمع بكل شرائحه، طلاب وأساتذة جامعيون وصحفيون وكُتّاب. لقد حرضنا الشعب فتحرك من كل الجهات. من المهم أيضاً أن أشير إلي أن ما حدث كان علي خلاف الانتفاضات السابقة، كان هناك تضامن اجتماعي كبير. قبلها كان هناك "حوض المنجم" ومات فيه الكثير من التونسيين، وفي عقد بورقيبة حدثت أيضاً انتفاضات أخري. الثورة التونسية رفعت شعار العمل استحقاق يا عصابة السراق، كان مطلبا اجتماعيا، وفي أيام قليلة تحول الشعار الي "خبز ماء وبن علي لا"، بمعني أن الحياة لو كانت نهايتها الخبز والماء فالتونسيون يقبلون بذلك ولا يقبلون ببن علي.من الملفت أن الثورات العربية جاءت بالإسلاميين، كيف تري ذلك؟اعتبر هذه المرحلة ضرورية، لقد تعرض الإسلاميون للكثير من الاضطهاد، كما أنهم ربحوا الانتخابات بشكل أو بآخر. هناك مشروعية لتواجدهم في السلطة، لكن الفعل السياسي شيء آخر، الشعب التونسي مثلاً أعطاهم فرصة أن يقدموا بديلاً سياسياً، لكن إلي الآن لا نري أي نضج في أدائهم السياسي، وأعتقد أن هذا طبيعي ومتوقع، لأنهم قضوا ربع حيواتهم في السجون.وفيما يخص الإبداع؟الكُتّاب المتحررون سيظلون علي تحررهم كما قلت لك، والعاجزون سيظلون علي حالهم. أعلم أننا أمام رقابة أخري، أمام الحرام، وهذ اختبار كبير للكُتّاب، وسيفرز الكاتب الحقيقي من غيره. أعتقد أن الإبداع الحر لابد أن يبقي حراً سواء كانت السلطة سياسية

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الكاتب والروائي التونسي كمال الرياحي لعمان: الغوريلا كانت كتابة انتحارية

كتبها كمال الرياحي ، في 2 فبراير 2012 الساعة: 22:38 م

 الثلثاء, 31 يناير 2012

الغوريلا كانت كتابة انتحارية، والمجنون الذي تسلق برج النظام كان أعقل التونسيين

حاورته في تونس: د. رشيدة مراسي


استطاع كمال الرياحي في بداياته الإبداعية أن يحفر اسما مميزا وعلامة فارقة بين الأدباء والروائيين التونسيين والعرب والعالميين، مبكرا كانت له أعمال جاذبة للوقوف عند أوراقه والقضايا التي يطرحها، هو شاب تونسي من مواليد 1974 يشغل رتبة أستاذ بالمعهد العالي للغات بتونس، حصل على شهادة الدراسات المعمقة في النقد الروائي للأدب العربي الحديث. كتب في العديد من الصحف والمجلات العربية. تم تكريمه في أكثر من مناسبة، وحصد الجوائز المحلية والعربية والدولية حصل على جائزة القصة القصيرة بالقاهرة سنة 2005، وجائزة الكومار الذهبي لأفضل رواية تونسية لسنة 2007 عن روايته المشرط، وتوج ضمن الفائزين في مسابقة بيروت 39 لسنة 2009، كانت بدايته في السنوات الأولى من الجامعة، حيث أصدر أثناءها مجموعتين قصصيتين وهما نوارس الذّاكرة عام 1999 وسرق وجهي عام 2001. ورواية «الغوريلا» التي تزامنت مع أحداث الثورة التونسية في يناير 2011 وعبرت عن همومها وطقوسها ومواعيدها.
أبدع في كتاباته واختياره لشخوص رواياته. ترجمت أعماله إلى أكثر من سبع لغات.. رحل متنقلاً بين الدول العربية والغربية تعرف على مبدعي الحياة الواقعية اليومية في محيط عربي متشابه ومستنسخ في معاناته.. كما تعرف على مفكرينا وهام بين كتبهم وسير حياتهم.


• تُعد واحدًا من جيل الأدباء الشبان الذين فتحوا أعينهم على حضارة عصر التواصل والاتصال والمعلوماتية والتكنولوجيا الرقمية التي تعتمد على خيال الصورة والفرجة أكثر من ذائقة السفر عبر دهاليز الفكر والوجدان، ربما ذلك ما يفسر رغبتك الجامحة في الدعوة إلى التوجه لإنشاء مختبر للكتابة الإبداعية، ماهي محركات هذه الفكرة وإلى ماذا تطمح وما هو برأيك دور هذا المختبر في العملية الإبداعية؟

- في العالم هناك شهادات تُدرَس في الجامعات الكبرى، ومختصة في تعليم الكتابة الإبداعية، في العالم العربي وهي الجامعة الوحيدة التي تدرَس الكتابة الإبداعية هي الجامعة اللبنانية. نحن العرب مازلنا نتحدث عن شياطين الشعر، وعن الإلهام. طبعا عندما يجلس «ساراماغو» الكاتب البرتغالي صاحب رواية «العمى» التي حازت على نوبل بالساعات إلى طاولته للكتابة لا ينتظر شيطانًا ولا وحيًا، هو يتوغل في البحث حتى في تجاعيد شعر الفيل الذي يكتب عنه. منذ سنوات كنت أقوم بجولات في العالم العربي لإدارة حلقات للكتابة الإبداعية، في الجزائر، في مصر، في الأردن في سلطنة عُمان. آخرها كانت ورشة للكتابة القصصية للكاتبات في محافظة ظفار. كنت أمنِّي النفس أن أبعث مختبرًا للكتابة الإبداعية سردية بالأساس في تونس. وبعد عودتي من الجزائر عام 2010 عملت على هذا. لقد كانت لقاءاتي مع المبدعين لقاءات سرية توحي وكأننا نتباحث في أمور تمس بأمن الدولة، حتى طبعا جاءت الظروف المناسبة ليرى هذا الطرح النور مع بداية الثورة تحت عنوان كبير «صالون ناس الديكاميرون» والديكاميرون هو كتاب إيطالي لـ«بوكاتشو» عاش في القرن الثالث عشر يتحدث فيه عن عشرة شبان، سبع فتيات وثلاثة فتيان، غادروا مدينة فلورنسا التي أُصيبت بالوباء، وجلسوا بعيدا عن المدينة يتبادلون القصَ. و«الديكاميرون» تعني «الليالي العشرة» وأنتجت مجموعة من الحكايات. أُطلق على الكتاب «ألف ليلة وليلة الإيطالية». عنوان الصالون، عنوان موقف، بعد ثورة 14 يناير في تونس رأينا الشارع أصبح مميتا مثل المدينة الإيطالية المصابة بالوباء. الكل يلهج بالسؤال السياسي وغاب المبدع والفنان وخفت صوت المثقف، لذلك فرَت «أناس الديكاميرون» إلى كهف أو دهليز دار الثقافة إبن رشيق، وهرَبوا معهم أحلامهم لفن وأدب بديلين بحناجرهم الصائتة بالحرية الحقيقية وبالسؤال الحقيقي «المسألة في تونس، مسألة ثقافية قبل كل شيء. فكان هذا الصالون المناخ الصحي لإعادة إنعاش المشهد الثقافي الذي اغتيل في أواخر الثمانينات، رهاننا الأساسي هو الفن والأدب، فجمعنا شتات الفنانين والكتاب الأحرار، تحت مظلة واحدة: التخييل، ومقاومة الموت السياسي بالحكي في مستوياته المختلفة

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جريدة الحياة: بوم ” بوعزيزي” خارج الغرفة المظلمة في الغوريلا لكمال الرياحي

كتبها كمال الرياحي ، في 31 يناير 2012 الساعة: 16:02 م

يوم «بو عزيزي» خارج الغرفة المظلمة

 

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ينبغي للإنسان ألاّ يكتب إلاّ إذا تـرك بضعة من لحمه في الدّواة كلّما غمس فيها القلم” تولستوي